Avalie aqui o II Curso: Pan africanismo e a esquerda diante da luta de classes?

 

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Comentários:

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> Horário: quinta-feira janeiro 24, 2013 às 2:14 pm

> Nome: Juliana de Souza Ramos

O que você achou do primeiro encontro: Capitalismo e Racismo com Weber Lopes Goes: Não pude comparecer no primeiro encontro.
> No segundo, a fala da professora Teresinha foi muito pertinente, deixando bem claro que os movimentos, sejam eles quais forem, estão conseguindo conquistas parciais, para a emancipação humana de fato, as divisões, um dia, terão que deixar de existir.
> Grupo/Organização: Professora rede pública / mestranda
> O que lhe motivou a fazer este curso?: Sou mestranda em Ciências Sociais, Antropologia pela PUC-SP e minha pesquisa é sobre as mudanças e permanências entre as gerações de alunas, mães e avós das alunas afrobrasileiras na cidade de Diadema.

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> Horário: quarta-feira janeiro 23, 2013 às 3:04 pm

> Nome: Israel Silva Junior
> O que você achou do primeiro encontro: Capitalismo e Racismo com Weber Lopes Goes: Foi bom, educativa e abordou contextos sobre um viés pouco pensado. O “eu” dentro das lutas , evidenciando situações, embora conhecidas mas pouco debatidas, raça, classes, escravidão e capitalismo. O conhecimento do inimigo ou dominador- poderíamos ate usar outro termo-, pois essa palavra utilizada (inimigo), dentro do contexto pode invalidar a proposta do aprender para poder questionar. Contudo o professor teve a sua disposição sensibilidade, transformando a palestra numa agradável aula, onde o tema central “Racismo e Luta de Classes”, desenvolveu-se dentro do programado.
> Minha crítica fica por conta de uma visão que também não deixa de ser pessoal. Sobre vários pontos tratados nos aspectos palestrados, senti opiniões formadas mediante a pessoalidade do Professor Weber, oque o coloca em rota de conflito com vários grupos que estão lutando para conseguir uma maior visibilidade do negro na sociedade brasileira. Lutas essas embasadas nas ancestralidades do povo preto brasileiro, pois traz em pauta ligações étnicas com a identidade africana, por outro lado o questionamento abordado na palestra, nos remete aos estudos de diretrizes verdadeiras, sobre cor, raça, descendência, porem a que considerar-se a formação ambiental desse povo, com características específicas e que mesmo com as várias tentativas vãs de decompô-lo ou explicar, diga se ai o próprio processo da tentativa da eugenia, foi sem êxito. Aqui não se explicou, e a certeza é que nem a realidade do “mito da democracia racial” e nem as tentativas políticas de
> esvaziarem os movimentos que ligam o Brasil na foram capazes de interromper as lutas do povo afrodescendentes, porem o sistema os conservam engessados nas camadas inferiores, limitando ou dificultando seu acesso à status superiores e sob o estigma da cor.
> Outros pontos, de minha discordância pessoal , já que o negro não está apenas focado em seus valores culturais, como arte e religião, diga se com a palavra do palestrante “capoeira”. Olhar o negro brasileiro sem olhar a África, seria desfazer essa trajetória histórica de séculos de escravidão, esquecendo Zumbi dos Palmares e outros valores como Luiza Mahin que ligam os povos negros África/Brasil, no entanto é sabido que os hábitos culturais foram se transformando devido a ambientalização decorrente a vida nos continentes separados. Entendo que a construção da pessoa Weber está valoriza e balizada no conhecimento, adquirido em pesquisas e formação acadêmica, e que sua capacidade ultrapassa limites, e sua visão, merecidamente tem créditos e devemos respeita-la e olha-la para trabalharmos possíveis mudanças no futuro, porem refuto as ideias quanto as lutas de classes e o comportamento sobre raças e a ligação de capital e escravidão, num contexto
> operacional já que após a promulgação das Leis 10.639 e a Lei de Cotas, temos outras metas e isso faz com que as lutas no Brasil, são muito mais do que uma reivindicação cultural, no aspecto folclórico, pois sim, cultura também, já que faz parte da luta que integraliza a “identidade” negra no Brasil, e está inserida num quadro complexo de valores multiculturais, porem as questões são mais abrangentes dentro do social, onde estão estabelecidas as regras puramente racistas do dominador capitalista, com consequências drásticas para o povo afrodescendente, que mesmo tendo ligeiras ascensões, econômicas e culturais, continuam invisíveis. A mídia em todos os seus segmentos tem padrão cultural europeu.
> Agora te pergunto professor, por que vamos ter que padronizarmos nossas atitudes como se fossemos parte cultural europeia?
> Gostaria que vc falasse dos ensinamentos religiosos da África, suas multiplicidades, que estão presentes no Brasil como a mais forte resistência de um povo.
> Falasse dos filósofos africanos, que também tem ligações com o capital.
> Grupo/Organização: Grupo Afrodescendentes
> O que lhe motivou a fazer este curso?: Conhecimento, agora estou precisando de A/C para a faculdade. E também enriquecer meu currículo.
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E você, o que achou do curso? Vamos seguir aqui o debate aqui???

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Leila Maria

Graduada em Educação Física pela ESCUELA INTERNACIONAL DE EDUCACION FISICA Y DEPORTE - CUBA (2008); Mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde pesquisou sobre as políticas públicas curriculares e reformas educacionais, com ênfase na implementação da Lei 10.639/03, que altera a LDB 9.394/96 no currículo da educação física. Tem experiência na área de educação, com ênfase em Educação Física.

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