Nonagésimo aniversário de Fanon – O ANTICOLONIALISMO REVOLUCIONÁRIO

KILOMBAGEM – NONAGÉSIMO ANIVERSÁRIO DE FANON

O Post de hoje, apresenta três trabalhos que identificam em Fanon os subsídios para pensar a luta anti-colonial em uma perspectiva revolucionária. O primeiro e o segundo resgatam o contexto histórico e político que Fanon estava inserido, para pensar em que medida a sua proposta anti-colonial passava pela reorganização prática da sociedade via luta política. O terceiro problemátiza a importância desse debate nos dias atuais, em que a “Revolução” deixou de estar na “ordem do dia”. 

Fanon o livro da revolução

O primeiro artigo é Colonialismo, Independência e Revolução em Frantz Fanon, de Danilo Fonseca.

Resumo: Os processos de independências do continente africano e asiático produziram também uma série de intelectuais para problematizar a temporalidade em que viviam. Entre estes intelectuais está Frantz Fanon que refletiu acerca da natureza do sistema colonial do século XX e os diferentes modos para superá-lo. Nesse sentido, o presente artigo busca elaborar conceitos chaves de Fanon, principalmente colonialismo, independência e revolução, obtendo assim, um maior entendimento de um dos mais importantes intelectuais africanos.

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Protesters pose with a police shield outside the parliament in Ouagadougou on October 30, 2014. Photograph: Issouf Sanogo/AFP/Getty Images

Protesters pose with a police shield outside the parliament in Ouagadougou on October 30, 2014. Photograph: Issouf Sanogo/AFP/Getty Images

O segundo artigo é O pensamento anticolonial de Frantz Fanon e a Guerra de Independência da Argélia, de Walter Günther Rodrigues Lippold.

Resumo: Este artigo trata sobre o pensamento anticolonial na África e das conjunturas das quais estas teorias surgem, ou seja, refere-se ao processo de descolonização africana, mais precisamente ao argelino. Ao contrário das teses eurocêntricas que afirmam não haver reflexão interna sobre os problemas africanos, existiram vários pensadores que se dedicaram à análise do seu continente, entre eles Frantz Fanon e Albert Memmi.

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Nem um passo atrás

Nem um passo atrás

 

 

O terceiro artigo é  Revolucionários em tempos contrarrevolucionários: desenvolvendo a consciência nacional fanoniana no século XXI, de jane Anna Gordon.

Resumo:Fanon não apenas narra a efetividade de uma luta anticolonial no seu texto, mas também esboça os vários desafios, frequentemente dialéticos, para se reestruturar uma sociedade de baixo para cima. A característica mais marcante e evidente neste último aspecto é o desenvolvimento do que Fanon sugestivamente denominou de consciência nacional, cujo significado e contínua utilidade constituem o foco deste artigo. Apesar de muitas pessoas terem aceitado como realidade as posições ideológicas que serviram de esteio ao neoliberalismo, 2011 começou com um turbilhão de insurreições, movendo- se contagiosamente pelas regiões do Norte da África onde o Fanon que estudamos pensou, viveu e escreveu. Tunisianos e egípcios chamaram seus esforços de revolucionários. O mais extraordinário é a aparente impossibilidade de combater as normas contrarrevolucionárias sem qualquer noção de vontade geral ou de consciência nacional, de exigências vinculadas à preservação de uma identidade política discreta menor que o globo, mas que medeia entre formas mais particulares e menores de identidade e sensação de pertencimento a uma comunidade.

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A REDUÇÃO NÃO É A SOLUÇÃO

Deivison Nkosi

Professor e pesquisador. Integrante do Grupo KILOMBAGEM

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2 Responses

  1. Ike Banto disse:

    valeu Vania!! Tamo Junto!!

  2. vania n barrada disse:

    Fantástico e mais que necessário as postagens que fazem.

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