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Clóvis Moura e Florestan Fernandes: O protesto escravo na derrocada do sistema escravista nas obras Rebeliões da senzala e Brancos e negros em São Paulo

O pensamento dos sociólogos Clóvis Moura (1925-2003) e Florestan Fernandes (1920-1995) contribuiu de maneira critica para o debate a respeito do negro na formação social brasileira. Suas obras influenciaram os debates dentro e fora da academia na segunda metade do século XX no Brasil, fazendo com que esses autores, com maior ou menor intensidade, sejam dois divisores de águas para a compreensão dos dilemas raciais brasileiros. A partir do estudo comparativo, cabe ao presente trabalho investigar qual a importância atribuída pelos autores à ação politica dos escravos no desgaste e consequente desmoronamento do sistema escravista no Brasil.

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ASSATA SHAKUR – “Para meu povo”

Irmãos Negros[1]e irmãs Negras[2], eu[3]quero que vocês saibam que eu amo vocês e eu espero que em algum lugar nos seus corações vocês tenham amor por mim. Meu nome é Assata Shakur (nome de escrava Joanne Chesimard[4]), e eu sou uma revolucionária. Uma revolucionária Negra. Isso significa que eu declarei guerra a todas as forças que têm estuprado nossas mulheres, castrado nossos homens e mantido nossos bebês com a barriga vazia.. Eu declarei guerra aos ricos que prosperam com a nossa pobreza, aos políticos que mentem para nós com faces sorridentes e a todos os estúpidos, robôs sem coração que protegem a eles e a sua riqueza.