“Preto é cor, negro é raça”. Será mesmo?

Por Gas-PA: Coletivo de Hip Hop Lutarmada

Preto é cor e Negro é raça (?)

Preto é cor e Negro é raça (?)

Essa frase – legítima expressão do senso comum – já estampou até camisas que ainda podem ser vistas vestindo corpos que estariam combatendo o racismo impregnado na nossa fala cotidiana. Estariam, se não fosse por um importante detalhe: Se “preto” não é raça, “negro” muito menos.

 

Pra muito além da velha questão de só haver, ou não, uma raça – a humana –, o que nos interessa agora é somente o emprego da palavra “negro” para designar mulheres ou homens africanos e seus descendentes na diáspora. Por se tratar de uma palavra da língua portuguesa, procuremos por seu significado no dicionário mais popular desse idioma no Brasil, o Aurélio (1985). E lá consta: Da cor preta, diz-se do indivíduo de raça negra, preto, sujo, encardido, sombrio, lúgubres, funesto, escravo.

É flagrante a carga pejorativa dessa palavra usada na língua oficial do país para se referirem a nós africanos e afrodescendentes. Mas não para por aí, porque os últimos serão os primeiros. No caso, a última palavra que aparece é a primeira, é o princípio de tudo.

Quando os portugueses invadiram essa terra que hoje chamamos Brasil, houve a tentativa de escravizar os nativos. Por questões que não nos cabe abordar nesse momento, esse empreendimento não vingou e o escravizado nativo foi substituído pelo africano. Mas para se distinguir um do outro, ao se referir aos escravizados indígenas, os portugueses diziam “negros da terra”, ou seja, negros da própria terra sobre a qual trabalhavam. Os outros negros vinham de fora, de outra terra, vinham de África. Como o próprio dicionário diz, negro é sinônimo de escravo.

O comércio de escravizados prosperou, e o Brasil foi o país que mais recebeu africanos no mundo. Durante séculos todo africano que aqui chegava, chegava na condição de escravo, logo, todo africano que aqui chegava era negro. Depois que a lei Euzébio de Queiroz proibiu a importação de africanos, a procriação nas senzalas foi uma das saídas para se tentar suprir a demanda de mão de obra negra. É nesse contexto histórico que emerge com força a figura do escravo reprodutor. Era sistema de produção em série. Dentro desse esquema todo filho de africanos já nascia escravo, logo, era tudo negro. Para acelerar o processo para melhor e mais rápido abastecer o mercado, os próprios senhores auxiliavam na produção. Houve situações em que o homem branco, senhor não só do escravo como também de sua esposa, a obrigava a ter relações sexuais com seu negro reprodutor para que ela também pudesse gerar em seu ventre mais um escravo que, independendo da sua cor, já nascia escravo, já nascia negro (deixemos pra uma outra ocasião o debate sobre o termo “mulato”, que é o resultado do cruzamento de cavalo com mula). Essa lógica, que no Brasil durante séculos associou africanos e seus descendentes à escravidão, foi responsável por transformar a palavra negro – que significa escravo – em sinônimo de africanos e afrodescendentes. Por isso muitos de nós (um número cada vez maior de) descendentes de escravos e escravizados no Brasil vimos negando o termo negro em favor de preto.

 

Etimologicamente negro vem do latim niger, que vem a significar: preto, sombrio, tenebroso, tempestuoso, infeliz, de mau agouro, enlutado, fúnebre, triste, melancólico, mau, perverso, malévolo, pérfido.

Agora vejamos o que os dicionários etimológicos dizem de preto: perto, próximo, ‘negro’.

 

Curioso é que o sinônimo mais singelo pra negro é preto, e o mais depreciativo pra preto é negro. Assim deve ficar mais fácil de entender o que se quer dizer com a palavra “denegrir”.

 

 

O movimento de negritude e as palavras-chave do inimigo.

 

Negro/Preto/Negro/Preto/Negro/Preto/Negro/Preto/Negro/Preto/Negro/Preto/Negro/Preto/Negro/Preto

Uma das maiores expressões da ideologia da superioridade de uma raça foi o nazismo. A sua ascensão a partir da Alemanha pra outros países se deu nos anos 30 e durou até 1945 aos ser derrotada pelo exército da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Foi nesse contexto de profunda inferiorização do mundo não branco que nasceu em Paris, por volta de 1934, o Movimento de Negritude.

Uma das formas mais comuns de se agredir verbalmente os pretos que viviam na França nesse momento histórico era xingá-los de negros. O Movimento de Negritude foi uma forma bem peculiar de se reagir a esses ataques. O que esse movimento tentou fazer foi ressignificar, esvaziar a palavra “negro” de todo o seu caráter pejorativo, para convertê-la num termo positivo, e assim neutralizar o poder ofensivo da arma mais usual do racista: a linguagem. Francamente não sei até que ponto isso significou algum avanço na luta antirracismo na França ou em suas antigas colônias, mas me parece que só no Brasil os pretos gostam de ser chamados de negros. Tomemos como exemplo os países cujo idioma oficial é a língua mais falada do ocidente, o inglês. É flagrante tanto a autodefinição de “black”, quanto a recusa em ser chamado de “negger” (ou, na sua forma mais popular, “nigga”)[1]. O problema para entendermos a questão é que quem traduz os livros, textos, ou as falas dos filmes de língua inglesa que chegam até nós, traduzem “black” como sendo “negro”, o que está erradíssimo, já que pra eles o termo “black” (preto) é justamente uma forma de resistir ao termo “negger” (negro). Assim, ao nos referirmos aos nossos irmãos pretos dos Estados Unidos ou África do Sul, por exemplo, como “negros”, estamos fazendo com eles exatamente o que os racistas de lá fazem. E no nosso antirracismo vulgar achamos que com isso estamos contribuindo enormemente para combater o racismo no universo.

 

Hoje principalmente nas arenas esportivas vemos o quanto é comum sermos xingados de macaco. Temo que chegue o dia em que surja o Movimento de Macaquismo, para ressignificar a palavra macaco e assumirmos tal identidade exaltando o que o termo tem de bom. Parece exagero, não é? Mas não esqueçamos da campanha “Somos todos macacos”, criada pelo oportunista Luciano Huck no caso de racismo sofrido pelo jogador Daniel Alves. Quem estava minimamente atento entendeu que ele só queria lucrar com a desgraça do racismo vendendo camisas, mas não se pode negar que a campanha teve adesão de muitos pretos espalhados pelo país.

 

Sabemos que não é monitorando palavras que vamos extinguir o racismo da face da Terra. “Corrigir” quem diz “esclarecer” ao invés de “escurecer” (ou pior: “enegrecer”) é pífio demais perto das tarefas que temos pela frente até a destruição total dessa sociedade dividida em explorados e exploradores, oprimidos e opressores. O que não deve ser confundido com o cuidado de não usar as palavras-chave do inimigo. Como muito bem disse Florestan Fernandes, “os debates terminológicos não nos interessam por si mesmo. É que o uso das palavras traduz relações de dominação”.

 

[1] Nigga vem sendo usado em alguns círculos da comunidade preta estadunidense como uma autorreferência depreciativa aceitável. Eles se tratam por nigga da mesma forma que entre si se chamam de mudafuka, o que equivaleria ao nosso filho da puta. O que não significa que não haja resistência entre os próprios pretos ao uso desse termo. Um bom exemplo é a música I don’t wanna be called yo nigga, do Public Enemy, grupo que está para o RAP como Bob Marley está para o Raggae.

kilombagem

A missão do Grupo Kilombagem é a apropriação, produção e difusão de conhecimento a cerca da humanidade e suas principais contradições sociais.

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29 Responses

  1. Samuel Santos disse:

    Esse texto e bom ,esclarecedor ,mas o africano nascido fora da Africa nao e nem negro,nem preto ,e um africano ee como tal deve ter suas origens culturas e historia a serem respeitadas.Preto equivale a negro,que equivale a preto.Ambos trazem “uma carga negativa’,quando se trata do povo africano.Frases como “O pretao vai te pegar “nao tem o termo ‘negro”,mas tem o conteudo negrofobo dentro dela ,que ensina o racismo.Frases desse tipo os brancos inventaram para tornar o povo africano negativizado.Qualquer ‘negro’,preto ,e um africano antes de mais nada .Nao devemos achar que o branco deve dirigir nossas vidas e nos dar o termo que eles bem entendem.Nem negro,nem preto,sim africano .Essa e a real historia ,essa e a origem .Nos Eua como fala o texto ,nao se ‘deixaram”ser chamados de negros ,mas sao minoria la ,nao tem religioes afro la ,tao logo os africanos escravizados foram trazido para os EUA ,exceto alguns como Kunta kinte que era muculmano,foram se convertendo ao protestantismo.Protestantismo esse que sempre foi a favor da escravidao ,alem do que a musica que la se faz nao tem batuque ,percussao,nada que lembra a Africa .Nao me parece nada revolucionario ,nem reacionario contra o racismo ,um pais cujos negros ou pretos clareiam a pele.E nao somente Michael Jackson,mas outros cantores ,varios outros .Nao sobrou la nada de religiao afro nenhum legado africano que os proprios pretos/negros possam se espelhar .

  2. Acredito que o que importa é o que eu penso a respeito de mim,e como me vejo e me aceito o que os outros pensam e como me vêem não é importante. Imagina se dermos importância a tdas essa coisas irwmos alimenta cada vez mais o racismo e o preconceito,devemos nos fazer respeitar através da nossa postura diante da sociedade, os traindo que somis capazes de fazer uma faculdade ombro nossos méritos, que podemos capacidade de assumir grandes cargos, mostrar que nos amamos e nos aceitamos independente do siguinificado das palavras que eles usam para se referir a nós (preto ou negro)

  3. José Alves da Silva disse:

    Boa noite. Li o texto e achei interessante. Nota-se que entre os seres humanos há diversidade de características físicas e que são usadas como tentativa de distingui-los. O texto retrata, dentre outros assuntos, uma classificação para diferençar pessoas nascidas no Brasil das que vieram da África. Bem, essas pessoas eram esteticamente diferentes das que diziam e agiam como suas proprietárias. Quais os termos empregados? Negro e Preto. Hoje as pessoas continuam diferentes e isso é resultante da grande miscigenação. Eu sou preto, soteropolitano e a minha estética é muito parecida com a de um habitante da África preta. Em meu dna há também a herança portuguesa, contudo, meu exterior não tem a mesma correspondência. Essas diferenças somadas à condição financeira contribuem para que haja separação social, repúdio, desejo de insucesso, ideia de incapacidade ou o preconceito de inferioridade. Isso é comprovadamente demonstrado no Brasil. Se os africanos viessem para cá como imigrantes, sem correntes nos pés e dentro de navios em condições subumanas, sob o entendimento de que não eram seres humanos, recebessem o tratamento cordial e respeitoso como os europeus fugitivos de guerra receberam quando chegarem ao Brasil, possivelmente os conflitos seriam consideravelmente minimizados. Mas não foi assim que tudo ocorreu. Quem defende que não existe racismo, ou é descendente de europeu, ou não consegue perceber o que um preto sofre, ou só pensa ou enxerga que nós é que nos discriminamos e já trazemos em nosso interior o complexo de inferioridade ou é um racista sem a coragem de afirmar para não enfrentar o repúdio dos discordantes ou um processo criminal. Para encerrar, penso que a mídia brasileira (televisiva, virtual, o MSN, etc.) são extremamente racistas.

  4. kuty disse:

    Aprendi que a palavra negro tem um significado muito feio, o que me levou a procurar este artigo foi um vídeo que me foi enviado, gostei do artigo.

  5. KLEBER SOUZA disse:

    Eu sou um homem preto afrodescendente raça HUMANA!!!

  6. KLEBER SOUZA disse:

    Eu sou um homem Preto afrodescendente da raça HUMANA!!!

  7. Walner Mamede disse:

    Isso é discutir no vazio. Ficamos atribuindo significados etmológicos a palavras, cujo significado é social e, nesse sentido, preto e negro são equivalentes. Quem usa ou abusa de tais palavras no Brasil não faz distinção entre ambas, seja para ofender, seja para se referir ao indivíduo sem maiores julgamentos de valor. Ficar defendendo uma ou outra palavra nesse contexto é apenas uma forma de invenção do inimigo para se inventar um herói! O debate precisa ir muito, mas muito além disso e sequer precisa passar por esse viés, que em nada contribui e, ao contrário, atrai esforços para a direção errada, quando outras frentes da batalha demandam mais atenção…em síntese, é uma estratégia de dispersão inadvertida. Por outro lado, “negro” é categoria, enqto “preto” e “pardo” são elementos dessa categoria, segundo o IBGE. Ou seja, quem é preto é negro, quem é pardo é negro para as estatísticas que orientam as políticas públicas e isso, a meu ver, é um complicador extra na já tão complicada discussão, se considerarmos que poucos, no Brasil, poderiam se autodeclarar não pertencentes à cor preta ou parda (desde 1991 a classificação é branco, pardo, preto, amarelo e indígena) e que as cotas são para negros! A quem a política de cotas, realmente, beneficia?! Porque criar um supercategoria (negro) para designar subcategorias (pretos e pardos)? Que atributos distinguem os negros pardos das demais categorias (branco, amarelo, indígena)? Genética? Fenótipo? Cultura? Classe social? Interesse pessoal? Discutir se preto ou negro são palavras adequadas, a despeito de Florestan Fernandes, pois, no caso em tela, a discussão etmológica não traduz um debate de dominação, pela especificidade da realidade brasileira que não se confunde com EUA, França ou qqer outra. Importar essa discussão de forma mecânica e acrítica é complicar, sem necessidade, o que já é muito complicado em nome de uma pseudo politização.

  8. Luiz Paulo Ghirello disse:

    Dizem que sou branco, mas quando uso camiseta branca vejo que não é bem assim. Quando tenho marcar uma opção de raça, para mim ou para meus filhos, nunca encontro a opção “raça humana”. Cheguei neste artigo porque vi um vídeo que me chamou a atenção: veja no Youtube “Nabby Clifford – Negro ou preto?”. Neste vídeo, vale refletir sobre o que ele fala sobre as crianças negras. É claro que eu continuo usando a palavra ‘negro’, porque essa é a decisão da maioria das comunidades, mas acredito que essa questão poderia ser vista de uma forma diferente.

  9. Anônimo disse:

    Mil vezes parabéns por esse texto ! Explicou muito bem ! Eu mesma não entendia como em vários países as pessoas rejeitavam serem chamados de negros e aqui virou orgulho. Cheguei a conclusão de que é falta de cultura mesmo. Um falou e os outros repetiram feito uns papagaios sem nem saber o significado do que estavam falando.

  10. Aprendi,,,, não sabia que Negro se referia a escravos no passado….nossa língua portuguesa tem muita história …..

  11. Adriana Cristina disse:

    Eu gostei muito desse texto bem explicado !

  12. NADA COMO SABER A HISTORIA VERDADEIRA PRA NÃO FICAR FALANDO BESTEIRAS

  13. Gilberto disse:

    Achei por acaso este site ao fazer uma pesquisa no Google, em nada relacionada a negros; achei interessante o nome ‘kilombagem’ e cliquei para ler o texto. É bem articulado: o autor buscou pelo significado exato das palavras (dicionário, etimologia), pesquisou contexto histórico, enfim, justificou seu pensamento. Eu certamente aprendi coisas. Não sabia que no passado os portugueses se referiam a negro como sinônimo de escravo, tanto que se referiam assim aos índios (negros locais, no texto acima). Gostei do texto, menos da parte que se refere aos negros como irmãos. Sei que a intenção foi boa, mas me parece inadequado, é como usar um identificador, quero dizer, se tem a mesma cor de pele que eu, eu me identifico automaticamente. Não vejo necessidade e nem é possível fazer isso. Tem pessoas eu vou me identificar e outras que não, e usar cor da pele como critério eu acho horrível. Enfatizo que certamente não foi a intenção do autor. Vejo as palavras negro, branco e mulato como descritivas de certa característica da pele; nada mais. Não vou me unir a um grupo pela cor da pele, pois seria como se existisse um grupo dos calvos, um grupo dos homossexuais, e assim por diante e quem fosse desses grupos tivesse automaticamente empatia por todos os demais. Não é assim. Cada pessoa é diferente e não é pela cor da pele ou quantidade de cabelo ou se faz sexo com o mesmo gênero que eu vou saber se posso confiar nela ou não. Gostei do texto porque é científico. Dizer a cor da pele, a quantidade de cabelo ou com que faz sexo só informa esses itens mesmo, nada mais se pode concluir. Não posso concluir que se é negro gosta de samba, se é calvo usa peruca, se é homossexual é cabelereiro. Nada disso é genético. Não há raça: há a humanidade. Isso é uma verdade científica bem estabelecida, desde que o DNA da nossa espécie foi decodificado no início do século 21.

  14. Filho disse:

    Um latino antigo no império romano, chamando um “nekro” (em grego, para morte) dizia “neikro” para qualquer escravo, geralmente de cor branca, cristãos, etc, com o tempo, na idade média, espanhóis e português (compradores) de escravos africanos (despojo de guerra) das mãos dos holandeses e judeus (donos dos navios neikreiros, daí, negreiros) com os seus dialetos peculiares românicos, assentaram a pronuncia negro, daí, nego, nega, exemplo: quando fazendeiros portugueses jogavam um jogo de azar, um deles leva a melhor escrava para a mesa, quem ganhasse, poderia usa-la sexualmente naquela noite, deste costume, surge a expressão “disputa a nega” , “disputar a neguinha”, ou melhor, disputar a que está para a morte, desde que, ser estuprada naquela circunstância é um tipo de morte emocional, física e espiritual. Nos Estados Unidos é Black Man, o carro é preto (bonito), a grana é preta (bonito), o terno é preto (bonito) e a cor de um homem é preto! Se vocês, homens de cor preta, não se valorizarem, jamais deixaram de ser escravos do sistema, ainda que sejam ricos e estudados, se bem, que desde antigamente, muitos gostam e tem prazer em serem subservientes aos de cor branca, até os que de cor branca mestiços, uma lastima.

  15. Preto designa cor e dizem que negro é raça que designa o Africano;… para mim é falso….
    Durante a colonização os colonizadores deram nome de negro ao Africanos, mas, o que significa negro.
    Etimologicamente negro vem do latim, que significa: preto sombrio, tenebroso, infeliz de mau agouro, enlatado, fúnebre, triste, melancólico, mau perverso, malévolo. Isto não tem nada haver com o Africano.
    Agora vejamos o que os dicionários etimológicos dizem de preto: perto, próximo, negro. Também não tem nada haver com o Africano.
    Desta forma, concluo que o Africano tem a sua própria identidade e raça não é preto nem é negro, mas, sim Africano a sua raça é Africana, pelo que o nome de negro, repito negro, foi o nome atribuído pelos colonizadores como forma de desprezar o Africano e como política de derrota psicológico, e mais Branco não é raça de ninguém…….. Branco significa cor e representa tudo aquilo que é branco, limpo, boa, celestial.) = Bom trabalho = SEBASTIÃO JOÃO EM MOÇAMBIQUE – MANICA.

  16. Kátia disse:

    Que importa se os ignorantes dos nossos colonizadores atribuíram a palavra negro a escravo, se outros povos espanicos já foram escravos e não eram chamados de negros ou se o cara que definiu o termo no dicionário colocou palavras prejurativas, negro virou sinônimo de beleza de resistência suburbana, periferia unida e feliz, e ninguém chega na quebrada e chama um irmão de preto, e esse grito está na garganta, é negro e que decide é a maioria não uma minoria

  17. Não poderia ter tido uma explicação melhor….muito simples, direta…. obrigada. Um grande abraço, voltarei sempre!

  18. Ubiratan Moreno Soares disse:

    Não sou preto, mas sou um negro da terra, pois entendendo que ser negro é adotar uma postura em defesa de valores como liberdade, fraternidade e justiça social. Portanto, continuo afirmando sem medo de me prostrar frente questões semânticas, sou negro!

  19. Eliezer disse:

    Obrigado pelo escurecimento.
    Sou mais preto depois desse texto.

  20. Mailson disse:

    Na matricula da universidade tinha preto, e eu a assinalei. Olhando a minha matricula no sistema vi que estava negro no lugar de preto, até hoje não entendo o motivo. Cheguei a achar que era por questão de cor, assim como muitos brasileiros, já que no senso comum das pessoas sou pardo ou sarará. Daí achei que tinha sido esse o motivo, se o pessoal me viu como pardo acharam que a melhor opção fosse colocar “negro” na matricula.
    Muito obrigado pelo escurecimento, sempre tive essa dúvida, mas agora tomei conhecimento sobre o significado da palavra “negro”, e já posso dizer “Sou preto” não importando se me veem “pardo” ou “sarará.

  21. Juliana disse:

    O dicionario e cruel ja viram o significado de macumba!

  22. Camilla Bastos disse:

    Agora sim tudo faz sentido. Esclareceu muito! Hoje eu entendo o que a minha profª de Literatura do ensino médio quis dizer em uma de suas aulas e eu nunca mais esqueci: “Negro é aquele que aceitou a escravidão, preto é aquele que resistiu, lutou, bate no peito hoje e diz: Eu sou preto, sim senhor!”

  23. JEANE COSTA MATOS disse:

    Esclarecimento em boa hora. Estava ficando confusa, fazendo inscrições para concursos me deparei com a opção preto e não negro como existia anteriormente.
    Valeu mesmo!

  24. Valério disse:

    Sou Preto e não negro.
    Obrigado pelo esclarecimento.

  25. Jose Nilo disse:

    estava totalmente equivocado, pois sempre achei que preto é cor,e negro raça .ir para fica evidente que devemos enxergar o ser humano independente da epiderme obrigado pelo esclarecimento abraco

  26. LAURO SERGIO RODRIGUES DA SILVA disse:

    Uma questão a ser discutida. Será que no coração da terra de nossos ancestrais existia alguma palavra nos dialetos africanos que fizesse alguma referencia a cor da pele ? que figura de linguagem ou simbolo era usado para definir o ser afro e sua relação com o o mundo a sua volta (afro e/ou não)? Talvez fosse um caminho resgatar essa palavra e começarmos a nos autodefinir a partir dela, da nossa mãe, de quem somos e de que ou do quê pertencêramos?

  27. pretos mil disse:

    Para um ser de quem eu ouvi dizer que se chamar de negro e uma forma de mostrar resistencia, e que “denegrir” e uma palavra pejorativa para os “negros” e por esse fato usava o termo “debrancar”, e um texto coerente baseado quase que na totalidade na explanacao de outra pessoa. Mais uma vez o gas-pa provando sua incapacidade de reconhecimento ( porque nao vi nenhum credito ao verdadeiro autir desse raciocinio), e tambem a incapacidade de agir de acordo com o que diz e ou escreve.

  28. Eu estava até ficando confuso e até meio temeroso em as vezes, nas reuniões com meus amigos pretos, de pronunciar a palavra “preto”, pois já haviam me corrigido antes. Sou praticando do candomblé e umbanda, amo os pretos velhos e estava até começando a mudar os pontos e onde se cantava preto eu estava cantando negro. Mas o tocante é que as entidades de terreiro gostam mesmo de serem chamadas de pretos e não negros. Meus parabéns pela belíssima aula dada.

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