SEMINÁRIO TRADIÇÕES AFRICANAS E RACISMO

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A liberdade de crença é um direito assegurado na Constituição Federal que necessita urgentemente de validade prática. Ainda que intolerância religiosa seja considerada um crime de ódio, ela continua acontecendo no Brasil e são as religiões de matrizes africanas que mais sofrem perseguição.
Se não fosse a bravura e resistência das sacerdotisas e sacerdotes, os Povos de Terreiros já teriam sido sepultados pelo racismo.
Neste dia 21 de Janeiro comemora-se o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, que foi oficializada em 2007 para rememorar o dia do falecimento da Iyalorixá Mãe Gilda, do terreiro Axé Abassá de Ogum (BA), vítima de intolerância por ser praticante de religião de matriz africana. A sacerdotisa foi acusada de charlatanismo, sua casa foi atacada e pessoas da comunidade foram agredidas.

Aproveitando a data para estimular o respeito, tolerância e o diálogo inter-religioso, o mandato do vereador Toninho Véspoli, o Ilabantu (Instituto Latino Americano de Tradições Bantu), a Associação de Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana Katina da Silva, e a Banda Mbeji Ariane Molina, promove o seminário “Tradições Africanas e Racismo”.

Dia: 21 de janeiro de 2017 – às 09:00 horas

Sindicato dos Metroviários – Rua Serra do Japi, 31 – Metrô Tatuapé – São Paulo/SP..

Programação

10h00: Abertura Tradicional/ Saudação aos ancestrais
Coordenação: Tata Nkisi Katuvanjesi – Walmir Damasceno – Coordenador nacional do ILABANTU
10h30: O poder legislativo e as ações politicas
Participação: Vereador Toninho Véspoli e Roberto de Oliveira – Chefe de Gabinete da Deputada Leci Brandão
11h00: Roda de Samba com Grupo Limão Rosa – sob coordenação do Mestre Limãozinho e Professora Rose
11h30: Debate: Tradição, Experiência, Saberes e Viveres Ancestrais
Coordenador: Deivison Nkosi – Cientista Social e do Grupo Kilombagem
Participação:
1. Mam`etu Luijidi, Mãe Ofa, (Kupapa Nsaba/RJ);
2. Ìyà Wanda d`Òsun – Ilé Ìyà Mi Òsun Muiywa e Afoxé Ile Omo Dada;
3. Niyi Tokunbo Mon’a-Nzambi, especialista em línguas africanas;
4. Congolês Samba Tomba, especialista em história da tradição bantu-kongo;
5. Baba Mario Filho Oníwindé Ifáṣọlá Ifárinú Olu – (Major da PM);
12h30: Almoço
14h30: Intervenção Cultural: Banda Mbeji – sob coordenação da Musicista e antropóloga Ariane Molina
15h00: Debate: Garantia de Direitos, Respeito e Combate ao Racismo
Coordenação: Liliane Braga – Maganza Ndembwemin
Participação:
1. Haydée Paixão (Advogada) ativista do movimento negro e de povos de terreiros;
2. Dote José Almir, advogado criminalista e membro integrante do Terreiro do Bogun (Salvador, Bahia);
3. Tata Nkisi Mutadiamy – Mauricio F Santos – Inzo Mutaloombô/SP
4. Damien-Adia Marassa, doutorando da Duke University(EUA);
5. Baba Anselmo Bara Sejy Esu Abyy
16h30: Intervenção Cultural: Cultura dos Tambores
17h30: Encerramento

Informações: 4165-4333 ou em https://www.facebook.com/events/1071253369686692/

Deivison Nkosi

Professor e pesquisador. Integrante do Grupo KILOMBAGEM

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