TAMBÉM ASSASSINA QUEM APONTA O REVOLVER!!!

A inescrupulosa afirmação de “disparo acidental” oculta uma verdade inconveniente: O Assassinato não começa com a bala saindo do revolver, mas com a escolha do “suspeito” (como chamam os que vivem “da ponte pra cá”).

O Alkimin, filho assassino do Eike Batista, ou o banqueiro legalmente fraudulento nunca serão ALVOS de um “disparo acidental”, porque o revolver de um policial jamais será apontado para eles… simples assim!

Um ASSASSINATO DOLOSO começa toda vez que um jovem negro é apontado como SUSPEITO (ATÉ QUE PROVE O CONTRÁRIO)… as milhares de “mortes” físicas promovidas  (e por vezes comemoradas) pela polícia, mídia e parte da tal da opinião pública são apenas extensão de um assassinato maior que antecede a polícia… começa nas piadas racistas, brincadeiras preconceituosas,  escola cega ao legado africano, na igreja demonizando a religião africana, e na TIRAVISÃO com suas novelas, no policial que TREINA TIRO AO ALVO EM UM AMBIE

NTE QUE SIMULA UMA FAVELA….

A pergunta do Douglas Rodrigues, de 17 anos ao ser alvejado pelo policial militar, é certeira, e não deve ser direcionada apenas policial militar Luciano Pires:

“Por que o Senhor atirou em mim?”,

A pergunta contundente do Douglas deve ser estendida ao diretor do Zoza Total; à diretora da escola que resiste em cobrar dos seus professores uma abordagem positiva do negro na educação; ao pai preto de família que iludido por uma única fonte de informação está chamando os manifestantes de vândalos, ao apresentador imundo da Rede Globo que ansioso em criminalizar mais uma vez os movimentos sociais chama de “vândalos mascarados” um monte de jovens indignados com MAIS UM ASSASSINATO de um amigo… Depois não entendem porque  os repórteres desta máquina de iludir são hostilizados nas manifestações…  Continuem assim, filmando as manifestações do globocop, porque a população está percebendo de que lado vocês estão.

Mais uma vida se foi… mais um jovem foi assassinado… uma criança, que ao contrário do filho do apresentador bolachão (ou coxinha) nunca terá o revolver de um policial apontado em sua direção… nunca correrá o risco de um disparo acidental… talvez por isso seja fácil para estes chamar os amigos do Douglas de Vândalos… Mas para o azar deles, e de todos os interesses imundos que servem, a nossa morte não seguirá invisível.

 

veja a matéria completa em:

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/10/assassinato-estudante-douglas-rodrigues.html

 

Deivison Nkosi – Mestre em Saúde Pública, Doutorando em sociologia e pesquisador do Núcleo Afrikanidades, do Grupo KILOMBAGEM

Deivison Nkosi

Professor e pesquisador. Integrante do Grupo KILOMBAGEM

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